02 outubro, 2012

Uma boa cortina deve primar pelo acabamento e pela qualidade do tecido. Os modelos são diversos e se adaptam ao ambiente e ao gosto do morador. Veja opções que vão do básico ao ousado e respostas para as dúvidas de nossos leitores sobre o assunto.

Feitos pela artesã Vera Marques, com a largura das janelas (90 cm), os tecidos são erguidos por meio de um sistema de monocontrole e, sem varetas, formam drapeados. Execução da Inova-se.


Com a varanda integrada ao estar durante a reforma, a área social deste apartamento ganhou mais luminosidade e menos privacidade. Para lidar com as duas questões, a decoradora Adriana Penteado optou por uma cortina de gaze de linho franzida de tom cinza-azulado. "Mesmo quando fechada, ela deixa a luz natural entrar de forma difusa", diz. Pendendo do teto, a cortina acompanha as linhas curvas da antiga varanda. "Isso só foi possível graças ao trilho, feito sob medida, no formato certo", conta Fábio Martins Meixedo, da Decorah, que confeccionou o modelo com barra de 40 cm. A gaze de linho (Donatelli) compõe a cortina feita pela Decorah. Poltrona da A Lot Of forrada de tecido da Donatelli, estante da Marché Art de Vie, almofada da Missoni Home e tapete da Punto e Filo.


Durante um voo para o Rio de Janeiro, o designer Marcelo Rosenbaum teve a ideia de replicar a cortina do avião na sala de TV de sua casa. "Precisava de um tecido escuro para barrar a claridade do vão da escada e o modelo da companhia aérea se mostrou a solução perfeita", diz. Para dar bossa, escolheu um tecido de alfaiataria, com risca-de-giz e escama-de-peixe. Quis adotar também o viés vermelho no acabamento da peça. "Fizemos um plissado, alinhavando o tecido de cima abaixo, e depois vincamos cada prega com ferro de passar", explica Paulo Rossi, da Interiores Confecções.


Muito usado no vestuário masculino, o tecido príncipe-de-gales da cortina imprimiu uma atmosfera sofisticada ao quarto de um jovem empresário. "Formou uma parceria interessante com o modelo de pregas americanas, que é atemporal", diz a decoradora Adriana Penteado, responsável pelo ambiente. "O modelo também disfarça o volume do blecaute", avisa. Para melhorar a vedação da luz natural, Adriana mandou fazer um forro inteiriço, que se recolhe totalmente para uma das laterais. Forros divididos em dois panos podem deixar uma fresta no centro da janela. Preso no varão de metal pintado, o tecido da cortina (Cinerama) ganhou pregas americanas e argolas aparentes, com execução da Decorah. O abajur da Marché Art de Vie quebra a formalidade do espaço. Roupa de cama do Mundo do Enxoval, manta do Empório Beraldin e cabeceira da Brentwood.


Fazer um quarto que remetesse às nuvens foi o desafio da arquiteta Esther Giobbi neste projeto para uma adolescente de 16 anos. Para criar essa atmosfera etérea, o branco predomina no ambiente e a seda pura compõe as cortinas, com 10 cm de barra. Presentes em dois momentos, elas emolduram a janela e dividem o quarto da área de vestir. Diferem em detalhes sutis: a da passagem é franzida, exibe o trilho e traz duas camadas de seda. A da janela, com pregas americanas, disfarça o trilho no cortineiro e dispensa o forro, pois conta com veneziana motorizada para bloquear a luz. Fluidas, as cortinas de seda pura (Empório Beraldin) do quarto foram feitas pela Tre-Uni. Banco com estampa de onça da Celina Dias, mesas da Casual Interiores e carpete da Casa Fortaleza.


Na área do closet, há uma janela, para a qual foi escolhido um modelo romano. "É a melhor solução quando a cortina não pode ir até o chão", afirma. O tecido listrado acrescentou colorido ao espaço. Com o aparador (Marcenaria São Paulo) debaixo da janela, a opção recaiu sobre o modelo romano, feito por Carlos Maia com linho listrado da Villa Nova. Mancebo da Conceito Firma Casa e cesto da Amoreira. Tapetes da Casa Fortaleza.


Numa ponta, a cama. Na outra, o closet. Entre as duas extremidades do ambiente, 7 m de distância. Esse formato comprido desagradava à moradora, mas uma cortina com função de divisória resolveu o problema. "Se tivesse optado por uma porta de correr, os espaços ficariam compartimentados. O tecido trouxe fluidez", diz o designer Paulo Castellotti, autor do projeto. Um trilho suíço, fixado no teto, sustenta a cortina de gaze de linho (Villa Nova), que divide com leveza os espaços de dormir e vestir. Execução de Carlos Maia. O papel de parede da cabeceira é da loja virtual Wallpaperfromthe70s, e a roupa de cama, da Auping.


Objetos de Roberto Simões Casa e Stile Doc.


As cortinas de veludo (JRJ) exibem pregas wave, de efeito ondulado, que são sustentadas por um varão com trilhos (Trilho Suisso). A escrivaninha de jacarandá do século 18 pertenceu à sogra de Helena. Tela do baiano Fernando Coelho. A chaise de couro da Casual Interiores acompanha os tons terrosos da ambientação.


Cortinas na sala da casa nova não estavam nos planos da florista Rebeca Kocubej, que desejava enxergar o jardim pelas janelas. "Mudei de ideia durante o verão, quando o sol passou a incidir nos móveis", conta. Uma amiga, dona de uma confecção de roupa de mesa, sugeriu o tecido de um pano de prato: algodão feito em tear manual. "Adorei a ideia, pois o material tinha tudo a ver com o estilo de minha casa", diz. O modelo escolhido foi o romano, que permite aberturas em várias alturas. "Toda visita que chega comenta a cortina. Deu uma aquecida na área social", afirma. Cadeiras da Conceito Firma Casa, aparador da Brinna e luminária da Lumini.


No quarto, o arquiteto preferiu ter um modelo romano. "Para dar uma aparência de painel, instalei-o rente à cabeceira", conta. O chenile (Regatta) da sala se repete na cortina romana do quarto, com forro de tergal e varetas costuradas em intervalos de 25 cm (Slap para Windows Company). Roupa de cama da Auping e colcha de fuxico de Wania Tibery. A cabeceira (Madeirarte), com 20 cm de profundidade, foi laqueada no tom da cortina.



Com piso de mármore, a sala desta casa pedia materiais e revestimentos que deixassem o ambiente mais aconchegante. "Na hora de escolher o tecido das cortinas, pensei logo no veludo", afirma a proprietária, Helena Tourinho, que contratou o arquiteto baiano David Bastos para cuidar da decoração. A cor fendi da parede definiu o tom das peças, que pendem majestosamente no ambiente, formando pregas onduladas em um varão com sistema de trilho. "Elas acabam funcionando mais como xales, pois gosto de deixar a luminosidade natural entrar pelas janelas", revela Helena.


Definir a cortina para as janelas de seu novo apartamento não foi tarefa árdua para o arquiteto Antonio Ferreira Junior. "Você tem dois caminhos: destacar a cortina ou fazer com que ela desapareça no ambiente", afirma. Para a sala, Junior optou por um modelo aparentemente básico. "Usei três tecidos: chenile forrado, tergal e gaze de linho. No verão, para obter mais leveza e transparência, recolho o chenile, que se assemelha a um veludo", diz. Escondido pelo gesso, o trilho suíço sustenta os tecidos comprados na Regatta. O chenile ganhou forro de tergal para encorpar e proteger a cortina, com barra de 15 cm. Confecção da Slap para Windows Company. Escrivaninha da Filter, cadeira da Micasa e estante produzida pela Madeirarte.


Bastante volumosa, a cortina de poliéster importado (Cassia Nahas) empregou 20 m de tecido. A Interiores Confecções produziu o modelo, com barra de 25 cm e braçadeira de velcro. Luminária da Fas e armário da Micasa.


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